DIDÁTICA E METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR VOLTADA PARA PROFESSORES DE MUSCULAÇÃO

Prof. Alexandre de Medeiros Jordão

INTRODUÇÃO

Definição: O termo método originou-se da junção das palavras gregas meta (além de, após algo) e ódos (caminho) sendo compreendido e empregado como “o caminho ou maneira para se chegar a determinado fim ou objetivo” (RICHARDSON, 1985, p.22). Para Lakatos e Marconi (2001) método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que permite alcançar um objetivo, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e acertos e auxiliando nas decisões do pesquisador. O método, para Cervo e Bervian (2002), é um meio para selecionar os processos mais adequados para chegar a um melhor resultado. Acrescenta-se a essa afirmação de Thomaz e Nelson (2002) de que não existe um Método correto para uma determinada pesquisa, o melhor método é o que possibilita ao pesquisador atingir os objetivos do estudo e segundo AURELIO (2001), Método é um procedimento organizado que conduz a certo resultado (coerência em ação).

EXEMPLO

Imagine realizar uma caminhada para algum lugar que possui uma cachoeira. O objetivo é chegar ao único lugar que tem água. Existem duas opções: um caminho mais curto, mas com muitos obstáculos a serem superados, e um caminho mais longo, porém com acesso facilitado. Que caminho seguir para chegar à cachoeira? Por qual é possível ter maior satisfação?

Da mesma forma, um método aponta com maior exatidão o caminho mais apropriado para ser percorrido e alcançar o objetivo do estudo: “RESOLVER O PROBLEMA”.

JUSTIFICATIVA

Observando a conduta dos professores de musculação, nota-se que estes profissionais desenvolvem os sistemas de treino de forma empírica, desorganizada e aleatória, tomando como base fórmulas pré-estabelecidas por revistas não técnicas e treinos desenvolvidos por “body building”, muitas vezes desprovidos de embasamento cientifico. O problema torna-se maior quando estes treinos são aplicados de maneira inadequada a alunos comuns nas academias. Podendo levar alunos inexperientes a possíveis tendinites, lesões musculares, “over training” e principalmente a temida “stagnation”, fator que conduz a maioria das desistências de alunos e possivelmente o uso arbitrário de anabolizantes.O que justifica a pesquisa é a inexistência de estudos sobre método de ensino para alunos nas Academias.

OBJETIVO

Objetivo Prático:

Desenvolver práticas de treinamento e inserir conceitos básicos de métodos didáticos nas técnicas de ensino na sala de musculação.

Objetivo Social:

Desenvolver um método inovador e revolucionário, que retira o Poder e a Autoridade do professor (Todo Poderoso), (Detentor do Saber) transformando-o num agente facilitador, tendo como pilar os princípios básicos do construtivismo (Piaget).

Objetivo Econômico:

Proprietário da Academia: conta com uma ferramenta fundamental para diminuir o “turn over” na musculação e baixar custos atendendo mais alunos com menos professores.

CONCLUSÃO

UM MÉTODO DIDÁTICO SISTEMATIZA A MUSCULAÇÃO, MELHORA A LINGUAGEM DOS PROFESSORES, PERMITE QUE OS ALUNOS VIVENCIEM DIVERSOS TREINOS, DESCOBRINDO POR SI MESMO QUAL SISTEMA FOI CONCLUSIVO PARA A MELHORA DO SEU RENDIMENTO E MOTIVA O ALUNO DESPERTANDO O DESEJO DE PROSSEGUIR.

PENSAMENTO

Nada é mais difícil de que realizar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto, quanto ao êxito, do que iniciar a introdução de uma nova ordem de coisas, pois a inovação tem como inimigos todos aqueles que prosperam sob as condições antigas e como amigos todos aqueles que podem se dar bem nas novas condições.

NICCOLO MACHIAVÉLLI

REFERÊNCIAS

Web Sites:

www.serprofessoruniversitario.pro.br

Livros:

MATTOS, G.MAURO. Metodologia da pesquisa em Ed. Física. 3ª ed. São Paulo: Phorte, 2008 pág. 26 e 27.

CURY, AUGUSTO e ALBUQUERQUE, JAMIL. A arte de lidar com pessoas. 1ª ed. São Paulo: Planeta, 2007.

FLECK J. STEVEN e KRAEMER, J.WILLIAN. Fundamentos de força muscular. 2ªed. São Paulo: Phorte, 1994 pág. 113 a 122.

COSSENZA, C.EDUARDO e CARNAVAL, E.PAULO. Musculação teoria pratica. 21ª ed. Rio de Janeiro: Sprint,1985.

Revistas:

Nova Escola, 1ª ed. São Paulo: Abril 2006 pág. 23 e 24. Veja 25/07/2007 pág. 11 a 15.

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