A Filosofia da Educação e as correntes que apóiam o novo método de aprendizado

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A teorização do fazer educativo compreende de forma critica e reflexiva a racionalidade que orienta as ações pedagógicas PRESTES (1996, p.15).

A educação física tem como corrente pedagógica o ensino tradicional, onde o educar é transmitir as verdades estabelecidas, como imutáveis. Aprender é assimilar passivamente estas “verdades” ensinadas, pois o conhecimento está pronto, não precisa ser reconfigurado FERREIRA (2001, p.153).

A modernidade defende a idéia de que o homem cria seu próprio universo e conhecimento. O homem é um ser social dotado de aspectos cognitivos, afetivos e psicomotores.

O conhecimento surge do convívio com os objetos, instrumentos e pessoas.

O ensino é um processo interativo. E a educação física no seguimento de fitness, não foge deste contexto.

As pessoas que freqüentam academias estão inseridas num centro de convivência diferenciado. Dentro do ponto de vista pedagógico, onde houver convivência, interação, estará sendo produzido saberes. Aprender é um processo que acontece sobre a forma de relações em espaços, nos quais o sujeito estabelece conexões, entre sua subjetividade e o ambiente, surgindo assim o conhecer.

A não diretiva educacional defende a vontade e o objetivo do aluno. Neste caso não há primazia do professor em relação ao aluno, ambos estão no mesmo nível.

Podemos afirmar que a pedagogia da nova escola contrapõe-se a pedagogia tradicional onde, “o professor sabe e o aluno não sabe” HERVAT.

Dentro desta perspectiva, a pedagogia progressista visa à emancipação do sujeito a partir do aprendizado.

Sabe-se que o espaço pedagógico eminentemente diretivo impede a circulação da liderança e a constituição da autonomia.

“Só o professor tem o direito de falar, não permitindo a livre manifestação de idéias e interesses individuais dos alunos”.

A não diretiva educacional, precisa estar embasada em alguns suportes como: respeito, espaço e sistematização.

Seguindo a corrente ideológica das ciências sociais, a fenomenologia tem maior relevância na área de saúde, pois defende a idéia de que a realidade social é construída no significado da interação social, onde a linguagem e a pratica são coisas inseparáveis.

Nesta mesma perspectiva, a dialética marxista interpreta a realidade como uma totalidade, onde tanto, os fatores visíveis como as representações sociais, integram e configuram um modo de vista condicionado pela produção especifica.

Segundo, LEVY STRAUSS (1975 p.215) “Numa ciência onde o observador é da mesma natureza que objeto, o observador é, ele mesmo uma parte de sua observação”.

Diante deste contexto a metodologia ocupa lugar central no interior das teorias sociais.

O método é o próprio processo de desenvolvimento das coisas e a própria alma do conteúdo, porque ele faz a relação entre o pensamento e a existência e vice versa LÊNIN (1955 p.148).

As teorias sociais estão à frente da realidade, refletem momentos do desenvolvimento e dinâmica social buscando os interesses de classes e grupos determinados.

A pesquisa de ação é um tipo de investigação com base empírica, que é concebida e realizada em estreita associação, a solução de um problema coletivo THIOLLENT (1986).

De acordo com DURKHEIN (1978 p.70) o cientista deve descrever as características dos fatos sociais demonstrando como eles vêm a existir, relacionando e tentando separar as representações dos fatos, pelas idéias que fazemos deles.

Sabe-se que na área de saúde a corrente de pensamento que mais expressa essa realidade é o positivismo sociológico e o funcionalismo.

A implicação metodológica de ambos se apóia na idéia que as totalidades funcionais, ainda que na investigação não seja de orientação empirista, sejam repetidas dentro de condições empíricas de produções dos fenômenos NUNES Everaldo (1985 p.29,83- 87).

Nesse sentido a chamada sociologia compreensiva, privilegia a compreensão como a propriedade especifica dos fenômenos sociais, mostrando que o significado e a intencionalidade separam dos fenômenos naturais.

A sociologia requer abordagem diferente das ciências naturais, e isso se consegue através da pesquisa empírica no intuito de fornecer material que dêem conta das formulações teóricas PARK (1921).

Ainda, GARFINKEIL (1967) defende essa teoria como uma forma de compreender a pratica artesanal da vida cotidiana, interpretada pelos atores sociais.

É importante lembrar que SCHUTZ (1964), é o maior representante da fenomenologia social, ele traz para o campo, a problematização da vida cotidiana, onde o homem tem suas angustias e preocupações na intersubjetividade com seus semelhantes.

Do ponto de vista de SCHUTZ, o conhecimento divide-se em três categorias:

a-    O do vivido e experimentado no cotidiano.

b-    O da epistemologia que investiga esse mundo vivido.

c-    O do método sociológico para investigação.

“É preciso que em cada caso particular a observação empírica coloque necessariamente sem qualquer especulação ou mistificação a conexão entre estrutura social política e produção” MARX (1984 p.35).

“Seria ridículo negar o papel da imaginação, mesmo na ciência mais rigorosa” LÊNIN (1955 p.218).

É na práxis, da perspectiva dialética que se consegue a emancipação subjetiva do homem e a destruição da opressão.

Ao tecer comentários sobre o assunto a pedagogia da nova escola popular de Paulo Freire, dá grande importância, aos meios que são dispostos em função da relação professor aluno.

Nesta concepção humanista do existencialismo cristão, os professores e alunos decidem se utilizam ou não determinados meios, bem como, quando e como farão SAVIANI (2006 p.12 e 13).

CONCLUSÃO

O método estimulará a atividade e iniciativa dos alunos sem, abrir mão do dialogo com o professor, levando em conta os interesses dos alunos, o ritmo de aprendizagem, e o desenvolvimento psicológico sem perder de vista a sistematização lógica do conhecimento, sua ordenação e transmissão dos conteúdos.

REFERÊNCIAS:

Dermeval Saviani “escola e democracia” 38ª

CAMPINAS, SP: autores associados, 2006.

Maria Cecília de Souza Minayo do “O Desafio DO Conhecimento” 5ª São Paulo, CAPITAL: ABRASCO, 1998.

SMART, B Sociologia, Fenomenologia e Analise Marxista. Rio de janeiro, Ed. Zahar 1978.

SCHUTZ, A“Equality and the social Meaning Structure”. Collected Papers II. Hague Martinus Nijhoff. 1964.

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