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Professores de Musculação em “Alerta”.

Professores de Musculação são mais propícios a doenças osteo-musculares.

Pesquisa realizada pelo Prof. Waldilson na Universidade Federal do Maranhão alerta!

Em dez academias entrevistadas, 60% dos profissionais apresentaram problemas.

Os profissionais de Educação Física são peças chaves dentro de uma academia para atender e orientar as pessoas que buscam esses locais para praticar musculação e exercícios aeróbicos. Entretanto, esse profissional realiza, rotineiramente, atividades que sobrecarregam o sistema músculo-esquelético, além de trabalhar em posições desconfortáveis por longos períodos e fazer movimentos repetitivos, o que pode gerar sérios riscos ao corpo desse profissional.

Para entender melhor a situação e fazer um alerta sobre os problemas enfrentados pelos professores de musculação, o graduando em Educação Física, Waldilson Lago Junior, baseou sua monografia em uma análise para investigar os casos de Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT).

De acordo com Waldilson, os profissionais ficam expostos a uma alta carga física e mental, além das academias oferecerem pouca estrutura para os mesmos. “Nenhuma pessoa consegue manter uma postura confortável por longos períodos. Sendo assim, para qualquer atividade laboral é necessário selecionar treinamento e condicionamento, sem vícios posturais, com jornadas e pausas de trabalho apropriadas, além de um ambiente organizado. Desta forma, o profissional poderá desempenhar suas atividades sem desconforto ou dano físico”, afirma.

A pesquisa foi realizada em novembro de 2008 e envolveu dez academias de São Luís, selecionadas por sorteio. O questionário com 34 questões foi aplicado a 30 profissionais de musculação. O levantamento final revelou a presença de DORT em todos os locais em que os profissionais foram entrevistados, sendo que 18 professores já tiveram problemas de lesões e doenças osteo-musculares. A análise mostrou, também, que a maioria dos profissionais (60%) não possui conhecimento suficiente sobre o tema pesquisado.

Os sintomas mais comuns entre os professores são as dores de cabeça, fadiga, náuseas, visão dupla e crepitações articulares. Todos afirmaram que isto se deve ao fato de não haver um ambiente de trabalho organizado e intervalos para descanso, além da elevada carga horária de trabalho.

Segundo Waldilson, a incidência dessas doenças ocorre de forma expressiva e tende a aumentar com o decorrer do tempo, devido ao grande aumento da prática da atividade física, principalmente em academias, o que leva a um aumento de trabalho e de profissionais nesta área. Por isso, os professores de academia devem estar mais informados e preparados para lidar com essa situação.

“É necessário que o profissional tome conhecimento sobre as doenças relacionadas ao trabalho e adote medidas preventivas, diminuindo os fatores de risco e também cobrando das empresas atitudes que lhe forneçam um ambiente de trabalho favorável para sua função”, destaca o graduando.

Lugar: ASCOM UFMA

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